Contribuições dos blogs e avanços tecnológicos na melhoria da educação.
Por Caroline Lacanna, Flávia Pisani, Karina Pina e Mariana Roth.
O conteúdo em geral tratado no artigo de Helaine Rosa e Octávio Islas trata-se de como a tecnologia em geral influenciou na educação, citando pensamentos de percussores importantes. Os meios de comunicação, como as tecnologias em geral, incidem na grande transformação da ecologia cultural das sociedades, resultando em inevitáveis trocas de sentido que, inclusive, alteram nossa percepção de tempo.
Marshall Mcluhan é teórico dos meios de comunicação, foi precursor dos estudos midiológicos e seu pensamento parte fundamentalmente da ecologia dos meios (media ecology), conhecida também como “Escola de Toronto”, “Escola de Nova York” ou “Escola de San Luis”, com contribuição de grandes pensadores como Neil Postman.
Ecologia dos meios, conforme Fernando Gutierrez, destacado pesquisador mexicano, é uma metadisciplina que se encarrega do estudo de um conjunto de relações ou interrelações entre símbolos, meios e a cultura. A palavra “ecologia” implica o estudo dos ambientes e suas interrelações: conteúdo, estrutura e impacto social. Um ambiente mediático é aquele que deriva das interrelações entre o homem e as distintas tecnologias de comunicação como: livros, rádio televisão e internet. A “ecologia mediática” se refere ao estudo das técnicas, modos de informação e códigos de comunicação como parte principal de um ambiente interrelacionado que projeta diferentes efeitos em um contexto determinado.
Seu foco de interesse não são os efeitos ideológicos dos meios de comunicação sobre as pessoas, mas a interferência deles nas sensações humanas, daí o conceito de “meios de comunicação como extensões do homem” (título de uma das obras de Marshall Mcluhan). Os próprios meios são a causa e o motivo das estruturas sociais.
Novas ferramentas ingressam no ambiente: periódicos populares, rádio, TV e computadores. Cada uma dessas ferramentas teve impactos substanciais no ambiente, conforme Neil Postman. Novas tecnologias são revolucionárias, pois mudam todas antigas tradições, por exemplo, depois de 1950 não temos a mesma sociedade junto à televisão, temos um mundo com profundas alterações provocadas pela presença da TV. Parte importante do tempo é dedicada a TV, assim, nos lares já não se conversa tanto. Surgem novos valores, novos heróis, novos meios de ver o mundo, coisas importantes do passado são secundarizadas e o ambiente sofre alterações radicais.
Outro exemplo é a comunicação face a face que já não é tão importante. As pessoas sentem-se obrigadas a permanecerem continuamente conectadas aos seus celulares, computadores, web cams, conforme cita McLuhan: “Qualquer invento ou tecnologia é uma extensão ou autoamputação do corpo físico, e, como tal extensão, requer ainda novas relações ou equilíbrios entre os demais órgãos e extensões do corpo”.
De acordo com o marxista francês Louis Althusser, nas sociedades capitalistas, as escolas e as tecnologias da informação cumprem as funções de aparatos ideológicos do Estado, mostrando a relação entre as classes que dominam (burguesia) e as classes dominadas (proletários), e suas funções na sociedade. A instrução escolar nas sociedades capitalistas reproduz a desigualdade social, perpetuando o sistema de exploração classista. As mudanças implicam e exigem uma nova educação ou sugerem modos de organização educacionais bastante diferentes da escola fabril que ainda é o modelo predominante de nossos sistemas de ensino.
O uso do blog dentro do processo da educação é um auxílio capaz de transformar o relacionamento com a teoria e a prática pedagógica. Esta ferramenta já se tornou um mecanismo necessário na vida sobretudo dos adolescentes. Inseri-lo ao ensino é mais um componente que acompanha o cotidiano destes indivíduos. O envio de comentários e críticas é uma forma de aprender a lidar com a ferramenta em prol de um aprendizado melhor.
Entretanto, essa tecnologia nem sempre contribui para a melhoria. Primeiramente, porque crianças e adolescentes que estudam em escolas públicas nem sempre tem acesso à essa tecnologia, se diferenciando, portanto, dos métodos dos outros. A tecnologia facilitou muito os estudos, pois não precisamos consultar livros, enciclopédias, e fazer inúmeras pesquisas, basta um clique no Google, e está “tudo na mão”. Sendo baseada nessas mudanças, a principal crítica que é destacada no artigo é em relação a influencia da tecnologia na melhoria da educação. As teorias apresentadas no artigo não estão somente atreladas ao desenvolvimento tecnológico e sim na forma que consumimos e que interferem nas sensações humanas.